Petróleo acelera ganhos e vai a US$ 109 o barril com ataques a infraestrutura no Irã

Os preços do petróleo subiam mais de 5% na quarta-feira (18), com Israel e Irã intensificando os ataques à infraestrutura energética do Oriente Médio.

O preço do Brent, referência internacional, subiu 5,37%, para US$ 108,97 por barril. Os preços do petróleo nos EUA subiram 2,76%, para US$ 98,87 por barril, às 9h57 (horário do leste dos EUA).

O Irã afirmou que os EUA e Israel atacaram o campo de gás South Pars e instalações associadas em Asaluyeh. Teerã divulgou uma lista de ativos semelhantes na Arábia Saudita, Catar e Emirados Árabes Unidos que, segundo o governo, os residentes deveriam evitar.

O incidente em South Pars marcaria o primeiro ataque às instalações de exploração e produção do Irã desde o início da guerra. Embora os EUA tenham atacado a ilha de Kharg, um importante centro de exportação de petróleo, no final da semana passada, o ataque se limitou a alvos militares.

A Guarda Revolucionária Islâmica do Irã respondeu publicando uma lista de instalações energéticas no Golfo Pérsico, na Arábia Saudita, nos Emirados Árabes Unidos e no Catar, que “se tornaram alvos diretos e legítimos” após o ataque a South Pars, informou a agência de notícias semioficial Tasnim.

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“Novos ataques trazem a atenção de volta para a realidade do fornecimento físico durante a guerra — os cortes no fornecimento de energia se intensificam a cada dia”, disse Florence Schmit, estrategista de energia do Rabobank.

As instalações listadas foram: a refinaria de Ras Laffan e o complexo petroquímico de Mesaieed, no Catar; a refinaria de Samref e o complexo petroquímico de Jubail, na Arábia Saudita; e o campo de gás de Al Hosn, nos Emirados Árabes Unidos.

O conflito praticamente paralisou o tráfego marítimo pelo crucial Estreito de Ormuz e interrompeu a produção na maior planta de gás natural liquefeito do mundo, no Catar. Diversas gigantes produtoras de petróleo também reduziram sua produção em milhões de barris.

A Turquia importa mais de 10% do seu gás do Irã e pode precisar de mais cargas de gás natural liquefeito (GNL) no mercado spot para compensar eventuais perdas, o que intensificaria a competição global pelo combustível.

A produção diária de gás em South Pars atingiu o recorde de 730 milhões de metros cúbicos em 2025, segundo a agência de notícias oficial do Ministério do Petróleo iraniano, Shana.

O mercado de petróleo pode perder entre 11 e 16 milhões de barris por dia nas próximas quatro a seis semanas, devido ao fechamento efetivo do Estreito de Ormuz, segundo o Citi. Isso poderia elevar os preços do Brent para US$ 110 a US$ 120 por barril, afirmou o banco.

Em um cenário mais grave, o Citi disse que uma interrupção prolongada ou ataques mais amplos à infraestrutura de energia poderiam levar os preços a uma média de US$ 130 no segundo e terceiro trimestres, com picos de até US$ 150 para o Brent ou mesmo US$ 200 incluindo produtos refinados.

(com Bloomberg e agências internacionais)

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