JPMorgan: Queda no preço da Aura Minerals (AURA33) representa oportunidade de compra

O preço do ouro caiu cerca de 6% desde o início do conflito dos Estados Unidos com o Irã. De acordo com o JPMorgan, historicamente, essa queda costuma indicar uma oportunidade tática de compra para ações de ouro. A mais indicada pelo banco, e a com a principal história de crescimento, é a Aura Minerals (AURA33), mantendo assim recomendação overweight (exposição acima da média, equivalente à compra).

Os analistas da equipe de Commodities do banco explicaram que movimentos de queda como esse são típicos de períodos de estresse agudo no mercado. E o ouro é frequentemente incluindo em movimentos de venda generalizada como o atual. As ações da Aura caíram cerca de 12% desde o início do conflito, por exemplo.

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Em momentos de tensões como esse, de acordo com os especialistas, os investidores costumam decidir vender ativos, procurando reduzir o risco e gerar caixa, mas essa dinâmica é temporária. Quando a volatilidade se estabiliza, o ouro tende a se recuperar e, em vários casos, chega a ultrapassar os níveis anteriores à queda.

Esse cenário é visto pelo banco como positivo para a Aura Minerals, que tem um modelo quase pure-play (focado quase exclusivamente em um único produto). Cerca de 90% da receita da companhia vem do ouro, com a operação de sete minas em quatro países.

Até 2028, o JPMorgan espera que o volume de produção da Aura cresça 75%. O aumento deve ocorrer pela expansão da operação de Borborema, otimização de Serra Grande e a prevista entrada da operação de Era Dorada. Com a última entrada, a meta de produção da empresa cresce cerca de 100 mil onças de ouro por ano.

Reviravolta no médio prazo

Para os analistas do JPMorgan, o cenário de médio prazo pode se tornar muito positivo rapidamente. Isso dependerá, por exemplo, se a interrupção no fornecimento de energia persistir e os riscos para crescimento econômico aumentarem.

De acordo com o banco, caso isso aconteça, aumentam as chances do Federal Reserve (Fed) ter uma postura mais favorável à redução de juros e estímulo econômico (dovish) para apoiar o emprego. Historicamente, o ouro apresenta bom desempenho durante períodos de aumentos rápidos e consistentes da inflação nos EUA.

Além disso, as preocupações com o petróleo e sua escalada de preços estão no radar dos analistas. Segundo o banco, o Fed deve manter postura de espera, atentos aos movimentos do petróleo e o impacto na inflação cheia. Traumas maiores, como petróleo próximo de US$ 120 por barril, poderiam levar o Fed a flexibilizar a política monetária.

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