Magalu (MGLU3) salta 8% apesar de resultado considerado fraco no 4T

As ações da Magazine Luiza (MGLU3) operam com forte valorização na manhã desta sexta-feira (13), mesmo após a varejista reportar uma queda expressiva do lucro no último trimestre do ano passado. Por volta das 10h48 (horário de Brasília), os papéis subiam 8,19%, cotados a R$ 10,17. No acumulado do ano, o avanço é de 12,6%.

O JPMorgan avaliou que a Magalu apresentou resultados fracos no 4T25, em linha com o esperado, ainda pressionados por ventos contrários macroeconômicos e elevado nível de alavancagem.

Leia também

Vale, Vivo, Magalu, Neogrid, Raízen, GPA e mais ações para acompanhar hoje

Confira os principais destaques do noticiário corporativo desta sexta-feira (13)

Ibovespa Hoje Ao Vivo: Confira o que movimenta Bolsa, Dólar e Juros nesta sexta

Futuros dos principais índices nos EUA apresentam leves altas

O volume bruto negociado (GMV) da varejista caiu 1% na comparação anual, refletindo o desempenho fraco do e-commerce, tanto no modelo 1P (vendas próprias) quanto 3P (marketplace), o que acabou compensando o crescimento das lojas físicas. Nas lojas físicas, as vendas mesmas lojas (SSS) avançaram 8,4%, mesmo sobre uma base de comparação elevada.

Considerando todos os efeitos não recorrentes, o lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (EBITDA) ajustado ficou em R$ 821 milhões, queda de 3% ano a ano e cerca de 2% abaixo das estimativas do banco e do consenso. Já o lucro líquido ajustado foi de R$ 78 milhões, acima das projeções do mercado e do banco (entre R$ 50 milhões e R$ 55 milhões), impulsionado principalmente por uma subvenção de ICMS maior que a esperada, apesar de o lucro antes dos impostos (EBT) ter ficado abaixo do previsto.

Segundo estimativas do JPMorgan, houve consumo de caixa de cerca de R$ 1 bilhão na comparação trimestral e R$ 530 milhões nos últimos 12 meses. De forma geral, o JPMorgan espera reação negativa das ações, diante do crescimento ainda fraco, mesmo com a melhora gradual do fluxo de caixa.

A XP Investimentos também classificou os resultados como fracos, com demanda pressionada por um cenário macro desafiador e aumento da concorrência online, enquanto a companhia registrou R$300 milhões em provisões de estoque que levaram a um EBITDA (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) abaixo do esperado.

Na mesma linha que JPMorgan e XP, o Itaú BBA considerou os números negativos, destacando que o canal online segue pressionado e eventos pontuais relevantes a serem digeridos.

Segundo BBA, o ponto que mais chamou a atenção foi a constituição de R$ 300 milhões em provisões de estoque, com impacto integral no EBITDA. Com isso, o mercado deve observar possíveis reversões dessas provisões ao longo de 2026.

O Goldman Sachs, por sua vez, avaliou que a Magazine Luiza apresentou resultados mistos no 4T25. O crescimento da receita nas lojas físicas foi sólido, mas acabou parcialmente compensado pelo desempenho mais fraco do comércio eletrônico, levando a uma alta da receita de apenas 3% ano a ano.

A margem bruta recorrente permaneceu estável na comparação anual. No entanto, o banco destaca que a companhia registrou uma provisão pontual de R$ 300 milhões em estoques, o que provavelmente teve impacto negativo de curto prazo nas margens de mercadorias. Esse ponto, segundo o Goldman, deverá ser explorado com mais detalhes na teleconferência de resultados.

Já o Morgan Stanley avaliou que a Magazine Luiza apresentou tendências ainda fracas, mas destacou que a companhia inicia um novo ciclo estratégico. O banco também destacou pressão nas margens após uma provisão de cerca de R$ 300 milhões em estoques, enquanto o EBITDA ajustado caiu 3% ano a ano. Por outro lado, um benefício fiscal na LuizaCred ajudou o lucro líquido a ficar acima das estimativas.

Analistas mantêm cautela com Magalu

O Itaú BBA reiterou recomendação market perform (desempenho igual a média do mercado, equivalente à neutro) e preço-alvo de R$ 10. O Goldman Sachs também manteve recomendação neutra e preço-alvo de R$ 9,50.

O Morgan Stanley afirmou ver mérito nas iniciativas estratégicas, mas prefere aguardar evidências mais concretas de crescimento rentável antes de revisar sua recomendação underweight (exposição abaixo da média do mercado, equivalente à venda) para as ações, com preço-alvo de R$ 8. O JPMorgan também manteve recomendação underweight para as ações, com preço-alvo de R$ 6.

The post Magalu (MGLU3) salta 8% apesar de resultado considerado fraco no 4T appeared first on InfoMoney.

Mais Notícias

Solicite uma proposta

Receba uma proposta personalizada para atender às suas necessidades financeiras. Nossa equipe está pronta para oferecer a melhor solução, seja para a antecipação de recebíveis ou para investimentos em debêntures. Estamos aqui para ajudar você a alcançar seus objetivos com segurança e eficiência.