Ibovespa perde fôlego e trabalha abaixo de 179 mil pontos com incerteza externa

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SÃO PAULO, 13 Mar (Reuters) – O Ibovespa reverteu a alta e recuava nesta sexta-feira, acompanhando o enfraquecimento de Wall Street e a retomada da alta dos preços do petróleo, com a situação no Oriente Médio ainda minando o apetite a risco no mercado global.

Por volta de 13h, o Ibovespa (IBOV), referência do mercado acionário brasileiro, cedia 0,28%, a 178.780,25 pontos, após ter encostado em 181 mil pontos no melhor momento mais cedo. Na mínima até o momento, registrou 178.418,27 pontos.
O volume financeiro somava R$ 12,4 bilhões.

Na semana, o Ibovespa acumula uma queda de 0,33%.

No exterior, o barril do petróleo sob o contrato Brent avançava 0,87%, a US$ 101,33 neste começo de tarde, após alívio mais cedo com a decisão dos Estados Unidos de flexibilizar as sanções ao petróleo russo e notícias sobre navios no Estreito de Ormuz.

Em Wall Street, o S&P 500 (SPX), uma das referências do mercado acionário norte-americano, mudou de sinal e caía 0,44%, com dados econômicos também no radar, incluindo o índice PCE, medida de inflação preferida do Federal Reserve.

A disparada do petróleo tem trazido preocupações sobre os efeitos na inflação e, consequentemente, em políticas monetárias no mundo, minando o apetite a risco dos mercados.

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“O conflito com o Irã ainda está em uma fase em que a incerteza e a volatilidade implícita são extremamente elevadas”, destacaram estrategistas do Citi em relatório a clientes nesta sexta-feira.

Investidores da bolsa paulista também analisavam uma série de balanços e a notícia de que os EUA abriram investigações de práticas comerciais desleais relacionadas a trabalho forçado contra dezenas de países, incluindo o Brasil.

DESTAQUES:
– PETROBRAS PN (PETR4)
cedia 1%, com agentes contrabalançando o movimento do petróleo no exterior e medidas anunciadas na véspera pelo governo brasileiro para reduzir impactos da guerra no Irã nos preços do óleo diesel no país, incluindo imposto sobre a exportação de petróleo. A estatal também anunciou nesta sexta-feira aumento do preço do diesel.
ITAÚ UNIBANCO PN (ITUB4) cedia 0,02%, com o setor como um todo abandonando a tentativa de recuperação registrada mais cedo após fortes perdas na véspera. BRADESCO PN (BBDC4) caía 1,44%, BANCO DO BRASIL ON (BBAS3) recuava 0,83% e SANTANDER BRASIL UNIT (SANB11) perdia 0,39%.
– VALE ON (VALE3) recuava 0,44%, tendo no radar o movimento dos futuros do minério de ferro na Ásia, com performance negativa do contrato de referência em Cingapura nesta sexta-feira.
MAGAZINE LUIZA ON (MGLU3) avançava 6,17%, mesmo após divulgar lucro líquido ajustado do quarto trimestre em queda de 10,5% sobre um ano antes. A receita líquida cresceu 3,4%, para R$ 11,2 bilhões, no período. Executivos afirmaram que a companhia está focada em ampliar e retomar a abertura de lojas a partir de 2026.
HYPERA ON (HYPE3) subia 1,69% no primeiro pregão após mostrar lucro nas operações continuadas de cerca de R$ 450 milhões no quarto trimestre e alta de 48% na receita líquida. O presidente da farmacêutica estimou em teleconferência uma aceleração grande de vendas nos próximos meses, com a queda de patentes de medicamentos que incluem a semaglutida.
– CSN ON (CSNA3) recuava 5,57%, ainda sob efeito das preocupações de agentes financeiros com o endividamento da companhia. No setor, USIMINAS PNA (USIM5) caía 1,71% e GERDAU PN (GGBR4) perdia 0,72%.
RANDONCORP PN (RAPT4), que não está no Ibovespa, caía 3,07% após reportar prejuízo de R$ 231 milhões no quarto trimestre. A empresa divulgou projeções para 2026, incluindo receita líquida consolidada entre R$ 12,5 bilhões e R$ 14 bilhões. Executivos afirmaram que a companhia segue focada em reduzir a dívida em 2026.

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