XP: Reforma tributária muda sistema de crédito tributário no varejo; o que pode mudar

Os impactos financeiros da reforma tributária só deverão ser vistos a partir do ano que vem. Ainda assim, a XP Investimentos começou a mapear algumas possíveis mudanças que podem afetar o varejo. Enquanto as empresas do setor ainda focam em ajustes tecnológicos para se adequar às novas exigências, a casa calcula pontos importantes que devem se destacar nos próximos anos.

As principais mudanças envolve o crédito tributário. Com o novo sistema, qualquer custo ou despesa diretamente associado à atividade econômica que gere incidência de IBS/CBS (Imposto sobre Bens e Serviços/Contribuição sobre Bens e Serviços) pode gerar crédito tributário. Essa nova dinâmica amplia o escopo das companhias, podendo incluir logística e frete, serviços de TI e aluguel no cálculo, por exemplo.

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A XP destaca, inclusive, que mão de obra terceirizada gera crédito com a reforma, por estar sujeita aos tributos. Ao mesmo tempo, a folha de pagamento interna não gera. Com base nisso, os analistas acreditam que a terceirização pode se tornar uma alavanca para transformar custos de mão de obra elegíveis a créditos.

O mecanismo que permite descontar impostos pagos nas etapas anteriores da cadeia, a não cumulatividade, é ampliado pela reforma ao longo da cadeia de valor. Mas, dessa vez, o crédito só pode ser aproveitado se o elo anterior tiver pago o IBS/CBS correspondente.

Para a XP, essa nova dinâmica cria risco para empresas que compram de fornecedores menores enquadrados no regime do Simples Nacional. Segundo os analistas, esses fornecedores geram créditos muito mais limitados.

Créditos sobre capex

Classificada pelos analistas como um dos principais ganhos com a reforma, o reconhecimento de crédito tributário sobre capex também passa por mudanças. De acordo com a XP, diferente do sistema anterior em que os créditos eram reconhecidos parceladamente em um período longo, o novo sistema reconhece integralmente no momento do pagamento.

Enquanto no sistema anterior o caixa ficava imobilizado, pressionando o balanço das empresas, no novo sistema, a mudança deve melhorar a dinâmica de fluxo de caixa livre das empresas. Por outro lado, a reforma também introduz o modelo de Split Payment (pagamento dividido), obrigatório a partir de 2028.

Segundo os analistas, esse modelo pode representar um risco para o setor. De acordo com a XP, o Slpit Payment exclui o tax float. Esse termo se refere ao período entre a realização da venda e o pagamento do imposto ao governo, durante o qual a empresa mantém esse dinheiro temporariamente.

De acordo com os analistas, algumas varejistas utilizaram esse intervalo de tempo para financiar capital de giro. O risco pode ser ainda maior para empresas com muitas vendas parceladas.

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