Track&Field (TFCO4) X Grupo SBF (SBFG3): qual se saiu melhor no 4T?

As varejistas de artigos esportivos Track&Field (TFCO4) e Grupo SBF (SBFG3) divulgaram na segunda-feira (9) seus respectivos resultados do quarto trimestre de 2025 com avanço de receita, mas dinâmicas diferentes de margens e rentabilidade. Às 11h32, as ações da SBF subiam 6,66%, a R$ 12,01, enquanto TFCO4 avançava 0,91%, a R$ 16,62.

A XP Investimentos avalia que a Track&Field apresentou um dos mais fortes crescimentos de receita sob sua cobertura, com a assertividade de suas coleções, uma rede bem abastecida e um posicionamento altamente presenteável sustentando essa dinâmica.

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Como esperado, a companhia entregou forte expansão de margem com uma maior participação de royalties e de lojas próprias nas vendas, o que, somado à alavancagem operacional, levou a margem Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciações e amortizações) a subir 2,9 pontos percentuais (p.p.) na base anual.

A XP manteve recomendação neutra e preço-alvo de R$ 18, por uma avaliação justa em 15 e 13 vez P/L (preço sobre lucro) para 2025 e 2026.

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Na avaliação do BTG, a Track&Field entregou mais um 4T muito forte, apesar da receita abaixo das estimativas mais otimistas, o que foi totalmente compensado por margens acima do esperado, resultando em Ebitda em linha e lucro líquido ligeiramente acima das projeções.

A companhia encerrou o trimestre com 60% das lojas no novo formato e abriu 37 lojas nos últimos 12 meses, enquanto as lojas reformadas seguiram apresentando desempenho superior, e a receita líquida consolidada cresceu 18% na base anual, para R$323 milhões.

O BTG reiterou recomendaçaõ de compra e preço-alvo de R$ 19, sustentada em modelo asset-light de alta margem e alto retorno sobre capital investido (ROIC), alinhamento com franqueados, presença nacional com formato flexível de lojas e ecossistema de vendas sociais, enquanto a ação negocia a 13 vezes P/L projetado para 2026.

Grupo SBF

Já o Grupo SBF entregou resultados mistos, com crescimento sólido de receita, mas margem bruta mais fraca devido à maior atividade promocional e ao câmbio, segundo a XP.

Na visão da casa, a companhia está bem posicionada para se beneficiar da demanda associada à Copa do Mundo e de novos patrocínios no futebol, fatores que já devem trazer impacto positivo no primeiro trimestre. A XP também destaca que o foco da Fisia em reforçar as categorias de futebol e corrida, além de aprofundar as relações B2B (business to business, ou vendas entre empresas), deve sustentar o crescimento, embora o ambiente competitivo mereça monitoramento.

De acordo com a XP, o câmbio segue como vento contrário para as margens na Fisia, mas deve aliviar a partir do 2 semestre, enquanto o aumento do quadro de funcionários nas lojas e as reformas já estão trazendo resultados na Centauro, ainda que ao custo de menor alavancagem operacional.

A casa reiterou recomendação de compra para o papel, com preço-alvo de R$ 20.

O Goldman Sachs, por sua vez, avalia que o Grupo SBF apresentou resultados em linha com as expectativas. O período foi marcado por desempenho sólido da Centauro e pela recuperação do canal de lojas físicas da Fisia, o que levou a receita bruta consolidada a crescer 10% na comparação anual.

A margem bruta da Fisia recuou 290 pontos-base (2,9 pontos percentuais) ano a ano, ainda impactada pelo real mais fraco no fim de 2024, tendência que o banco espera que comece a se reverter ao longo de 2026. Já na Centauro, a margem bruta permaneceu praticamente estável na comparação anual.

Do lado das despesas, as despesas com vendas cresceram 18% na base anual, refletindo investimentos na equipe de vendas das lojas e maior remuneração variável na Centauro, além de custos trabalhistas mais altos no centro de distribuição e aumento de royalties na Fisia, ligado à maior chegada de mercadorias antes da Copa do Mundo. Esses fatores foram parcialmente compensados por controle rigoroso de despesas e ganhos de alavancagem operacional nas despesas administrativas. No consolidado, a margem Ebitda ajustada recuou 160 pontos-base na comparação anual.

O Goldman Sachs manteve recomendação neutra e preço-alvo de R$ 15.

Já o Bradesco BBI tem leitura neutra dos números, sem alterações relevantes na tese de investimento. O trimestre reforça a execução consistente da gestão, com melhora dos principais indicadores operacionais, produtividade em dois dígitos nas lojas Centauro, recuperação do canal atacadista da Fisia e elevação de vendas em lojas reformadas.

A partir do 2T26, na visão do BBI, a tendência é de que o câmbio passe a contribuir de forma positiva para as margens. “Embora maiores despesas operacionais, estoques mais elevados e capex (investimentos) robusto continuem pressionando o curto prazo, entendemos que esses investimentos são necessários para capturar a demanda potencialmente mais forte ao longo de 2026, especialmente em um ano de Copa do Mundo”, comenta.

Com o papel negociando ao redor de 6x o múltiplo P/L para 2026 —cerca de 35% abaixo dos pares —avaliamos que o valuation ainda não incorpora a maior previsibilidade de crescimento do lucro a partir do 1T26. O BBI manteve visão construtiva para a tese.

Para BTG, a companhia apresentou melhora nas tendências de receita, com números sólidos em Centauro e Físia, mas com rentabilidade pressionada pelo câmbio na Físia e por maiores despesas com vendas, gerais e administrativas, além de lucro líquido acima do esperado quando ajustado por impairments não caixa de goodwill.

O fluxo de caixa operacional após capex foi de R$ 27 milhões, ante R$ 343 milhões no ano anterior, refletindo dinâmica mais fraca de capital de giro e maiores investimentos em capex, enquanto a alavancagem encerrou o trimestre em 0,96 vez Dívida Líquida/Ebitda pré-IFRS16, ante 0,94 vez no 3T25 e 0,38 vez no 4T24.

A expectativa é de melhora gradual da receita com iniciativas para elevar vendas por metro quadrado e com vendas de produtos da Copa do Mundo, ao mesmo tempo em que a companhia negocia a 5,8 vez P/L projetado para 2026. O BTG reiterou recomendação de compra e preço-alvo de R$ 16.

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