
O JPMorgan revisou suas estimativas para a Embraer (EMBJ3) após os resultados do quarto trimestre de 2025 e elevou o preço-alvo para dezembro de 2026 de US$ 80 para US$ 84 por ADRs (recibo de ações negociadas nos EUA) e R$ 108 para R$ 109 para EMBJ3, o que implica potencial de valorização de cerca de 30%.
Considerando também a participação na Eve, subsidiária da companhia responsável pela produção de aeronaves urbanas elétricas, com preço-alvo de US$ 7 por ação, o valor justo da Embraer poderia chegar a US$ 94 por ADR ou R$ 122 por ação, sendo que a Eve adicionaria cerca de US$ 10 por ADR (R$ 13 por ação).
Segundo o banco, o aumento de 5% no preço-alvo reflete principalmente a avaliação por soma das partes, já que os múltiplos das empresas comparáveis continuam se expandindo, enquanto o valor justo pelo método de fluxo de caixa descontado permaneceu inalterado.
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O JPMorgan mantém recomendação overweight (exposição acima da média do mercado, equivalente à compra) para a Embraer, destacando que a ação negocia a cerca de 10,2 vezes EV/Ebitda (Valor da Firma sobre lucro antes de juros, impostos, depreciações e amortizações) estimado para 2026 e 7,4 vezes para 2027, abaixo dos múltiplos médios das pares, de 15,7 vezes e 13,4 vezes, respectivamente, mesmo já considerando um desconto de 15% devido à menor escala da companhia.
Além disso, o banco acredita que esse desconto deve diminuir com o tempo, apoiado pelo maior potencial de crescimento, melhora na rentabilidade e carteira recorde de pedidos.
Catalisadores
Entre os principais catalisadores de curto prazo, o JPMorgan destaca a possibilidade de margem Ebit em 2026 acima da orientação, caso as tarifas dos EUA permaneçam zeradas. Nesse cenário, a margem poderia ficar entre 9,6% e 10,1%, acima da estimativa do banco de 9,8% e do consenso de 9,2%.
Outros fatores positivos incluem possíveis novos pedidos superiores a 200 unidades do E175 no segmento comercial, além de cerca de 60 aeronaves C-390 no segmento de defesa na Índia, impulsionados por acordos com Adani Group e Mahindra Group.
O JPMorgan também cita o potencial de avanços na parceria com a Northrop Grumman para oferecer o C-390 como aeronave tanque para a Força Aérea dos Estados Unidos, além do progresso contínuo nos testes e certificação do eVTOL da Eve.
Na avaliação do banco, o desempenho mais fraco das ações da Embraer na última semana se deveu principalmente a realização de lucros após a forte alta desde dezembro, além de uma projeção considerada mais fraca que o esperado para entregas no segmento comercial e para a margem Ebit. Embora a companhia tenha superado a própria meta de margem Ebit de 7,5% a 8,3% em 2025, entregando 8,7%, o mercado parece estar tomando o guidance de 2026 ao pé da letra, mesmo com a projeção já considerando tarifas dos EUA atualmente zeradas.
Como riscos para a tese positiva, o JPMorgan aponta que a evolução da margem Ebit continua sendo o principal fator para a melhora dos resultados e do otimismo dos investidores. Por outro lado, o banco vê baixo risco para o crescimento da receita, diante de uma carteira de pedidos de cerca de US$ 31 bilhões, que pode chegar a US$ 50 bilhões considerando opções. Ainda assim, a ausência de novos anúncios relevantes de pedidos ou o eventual fracasso das negociações com a Índia poderiam representar riscos para a visão positiva sobre o papel.
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