G7: Ministros de Energia seguram reservas de petróleo e pedem à AIE que estude opções

BRUXELAS/PARIS, 10 Mar (Reuters) – Os ⁠ministros de energia do G7 não chegaram a um ⁠acordo sobre a liberação das reservas estratégicas de petróleo nesta terça-feira e, ‌em vez disso, pediram à Agência Internacional de Energia (AIE) que avalie a situação antes de agir.

A AIE disse estar convocando uma reunião extraordinária de seus países membros nesta terça-feira.

Os ‌membros devem ‘avaliar a segurança atual do fornecimento e as condições do mercado para orientar uma decisão subsequente sobre disponibilizar ou não os estoques de emergência dos países da AIE para o mercado’, disse o diretor-executivo da AIE, Fatih Birol.

‘Pedimos à AIE que elabore cenários para uma possível liberação de estoques de petróleo, precisamos estar prontos para agir ⁠a ‌qualquer momento’, disse o ministro das Finanças da França, Roland Lescure, a jornalistas, após ⁠reunião dos ministros do G7 para discutir a alta dos preços da energia devido à guerra no Irã.

O G7 é formado pelos Estados Unidos, Canadá, Japão, Itália, Reino Unido, Alemanha e França.

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Os preços de referência do petróleo subiram para máximos de quase quatro anos na segunda-feira, mas despencaram 11% nesta terça-feira, após ​o presidente dos EUA, Donald Trump, afirmar que a guerra no Oriente Médio poderia terminar em breve.

Ainda nesta terça-feira, líderes da UE devem discutir a competitividade, ​incluindo os preços da energia, em uma reunião com o chanceler alemão, Friedrich Merz, a primeira-ministra italiana, Giorgia Meloni, o primeiro-ministro belga, Bart De Wever e outros.

Os governos europeus estão preocupados com a perspectiva de uma repetição da crise energética de 2022, após a invasão da Ucrânia pela Rússia, quando os preços atingiram picos recordes, ‌forçando algumas indústrias a encerrar suas operações.

EUROPA VULNERÁVEL

Mesmo antes ​da crise do Irã, os preços da energia na Europa eram normalmente mais altos do que nos EUA e na China, e os formuladores de políticas de Bruxelas enfrentavam apelos do setor para intervir ⁠com medidas de emergência.

‘Em relação aos ​combustíveis fósseis, somos totalmente ​dependentes de importações caras e voláteis, o que nos coloca em desvantagem estrutural em relação a outras regiões. ⁠A atual crise do Oriente Médio é ​um forte lembrete das vulnerabilidades que isso cria’, disse nesta terça-feira a chefe da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, acrescentando que a redução da energia nuclear foi um erro estratégico ​na Europa.

A Comissão Europeia disse nesta terça-feira que o Banco Europeu de Investimento investirá 75 bilhões de euros (US$87,32 bilhões) nos próximos três anos em ​infraestrutura de energia para desbloquear ⁠gargalos da rede elétrica e tentar reduzir preços.

‘Estamos muito mais bem preparados para essa situação do que estávamos ⁠em fevereiro de 2022’, disse o comissário de Energia da UE, Dan Jorgensen, citando um fornecimento mais diversificado.

A Europa obtinha cerca de 40% de seu gás da Rússia antes de Moscou reduzir as entregas em 2022. Atualmente, os principais fornecedores da UE são a Noruega e os Estados Unidos.

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